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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cadastro Nacional de Bicicletas Roubadas


                                              http://www.bicicletasroubadas.com.br/default.asp

 O Cadastro de Bikes Roubadas Brasileiro tem os seguintes objetivos:

- Ajudar na recuperação de bicicletas roubadas
- Evitar que consumidores e lojistas comprem material roubado
- Mapear áreas de risco para ciclistas
- Previnir roubos através da divulgação da forma de agir dos ladrões

COMO FUNCIONA

A vítima do roubo preenche o formulário eletrônico, clicando na opção INCLUIR BIKE do menu do site. Ao enviar o registro, o sistema vai gerar um cartaz eletrônico para a vítima, que pode ser impresso para divulgação.
O registro fica bloqueado para que a equipe responsável pelo cadastro confira os dados. Após análise, o registro é publicado no sistema e, caso tenha informações suficientes e a bicicleta seja de fácil identificação, um email com o cadastro do roubo é enviado para mais de 200 lojas em todo o Brasil.
O nome e email da vítima não fica disponível no sistema, evitando assim emails não autorizados ou qualquer problema com privacidade. Caso alguém queira entrar em contato com a vítima, é possível enviar um email através de um formulário especial, cujo link fica indicado em cada cadastro.

QUANTO CUSTA PARA REGISTRAR ?
Nada! Todo o processo é gratuito.

Notícias de uma guerra pública

                                                                                                foto: Tiago Nepomuceno
No dia 27 de março, a quarta Ghost Bike de São Paulo foi instalada na avenida Vereador José Diniz. As “bicicletas fantasma” são homenagens feitas em diversas cidades do mundo: uma bicicleta branca é colocada nos locais onde ciclistas foram mortos em incidentes de trânsito.
A homenagem de sábado foi em memória do Sr. Manoel Pereira Torres, morto no dia 20 de março por um motociclista que ultrapassou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu o “seu” Manoel na faixa de pedestres.
Manoel, de 53 anos, utilizava a bicicleta para ir ao trabalho todos os dias, saindo da Favela da Paz (Interlagos) até o bairro do Itaim.
A guerra invisível que mata pessoas que estavam apenas indo e vindo é a maior causa de mortes não naturais no estado de São Paulo, superando os homicídios. Em 2009, 69 ciclistas perderam a vida em incidentes de trânsito.
O silêncio e a invisibilidade quanto à barbárie nas ruas é tão brutal quanto a pancada de algumas toneladas de aço em um corpo desprotegido.
Não há nada de acidental nestas mortes: elas são causadas pela estupidez ao volante, pelo estímulo à velocidade, pela impunidade dos que matam portando máquinas de deslocamento, pela indústria das carteiras de habilitação e pelo estado de tensão permanente de um trânsito imóvel em uma cidade onde reina a má distribuição geográfica de bem-estar, oportunidades de trabalho, cultura e lazer.
“Seu” Manoel foi morto por uma moto. Guy Debord afirmou que as motocicletas são subprodutos dos automóveis. Fica fácil entender o que dizia o francês ao olhar para a cidade que, até a década de 90, tinha office-boys usando transporte público para transportar documentos: é a urgência do congestionamento a responsável pela institucionalização do motoboy. Da mesma forma, é o número excessivo de veículos particulares que torna necessários os corredores de ônibus.
O ciclo vicioso desta guerra invisível precisa cessar. Não é possível perpetuar a lógica insustentável de mais carros, mais congestionamento, mais agressividade, mais mortes, mais infra-estrutura para carros, mais carros, mais congestionamento, mais agressividade, mais mortes…
O ciclista pertence às ruas. Não há cidade no mundo em que o tráfego de bicicletas aconteça apenas em ciclovias ou ciclofaixas. Compartilhar a rua e respeitar a vida é preciso e deve estar acima de tudo. Infelizmente, isso nunca foi dito aos motoristas, que só escutam falar em velocidade, potência e  maneiras de “se dar bem” com um carro.
Fonte: Apocalipse Motorizado - http://www.apocalipsemotorizado.net/tag/ghost-bike/

Primeira Biblioteca Parque do Brasil foi inaugurada no Rio de Janeiro

 
As autoridades do Rio de Janeiro inauguraram no dia 29 de abril a primeira biblioteca-parque do Brasil, um projeto que beneficiará 100 mil pessoas em uma empobrecida região da cidade e que foi inspirada em uma iniciativa similar a da cidade colombiana de Medellín.
Em uma área de 3,3 mil metros quadrados, a primeira biblioteca-parque do país conta com uma área aberta, filmoteca, sala de leitura para deficientes visuais, acervo digital de música, cinema, teatro, sala de reuniões, coleção com 25 mil livros e uma sala com 40 computadores com acesso à internet.
O projeto, que beneficiará os habitantes de 16 favelas e teve um custo de R$ 8,6 milhões, foi construído pelo governo do estado em Manguinhos, uma das áreas mais pobres da cidade.
Conforme o ministro de Cultura do Brasil, Juca Ferreira, que participou da inauguração, a iniciativa é inspirada em experiências de Medellín que aproveitam o espaço da biblioteca para oferecer outras opções culturais e recreativas.
"A cultura é um direito de todos os brasileiros e o Estado é obrigado a garantir este direito. Esta biblioteca poderá estimular e dinamizar a leitura", afirmou o ministro.
Ferreira assegurou que o Governo está planejando incluir bibliotecas-parque em todos os projetos urbanísticos que estão sendo desenvolvidos no país mediante acordos entre o Ministério das Cidades.
Pelo menos no Rio de Janeiro, dois já estão sendo construídos, um na Rocinha e outro no complexo do Alemão, um conjunto de bairros pobres controlado pelo tráfico de drogas e que se transformou em um dos lugares mais violentos da cidade.
O ministro disse que este tipo de espaço cultural pode colaborar, como ocorreu em Medellín, para reduzir os índices de violência em Manguinhos, uma região onde são constantes os confrontos entre quadrilhas do tráfico de drogas.
"Cultura não combina com violência. A cultura melhora as relações humanas. Onde há cultura, o índice de violência é baixo como demonstram experiências em Nova York e Medellín", acrescentou.
A Academia Brasileira das Letras se comprometeu em renovar periodicamente a coleção da biblioteca-parque mediante doações.
Fonte: EFE

sábado, 1 de maio de 2010

Pedal para a Reserva Natural da Serrinha do Alambari

 Havia planejado um passeio para o sábado pela manhã, pensei na Serrinha do Alambari, local que apenas tinha ido de carro. Convidei meus filhos para me acompanharem, sempre os convido porque são os responsáveis por meu entusiasmo inicial pelo uso da bicicleta, que cada vez mais incorporo às minhas atividades. Hoje (sábado) pela manhã me convenci que seria um pedal solitário, porque os jovens não conseguiam acordar em função da ida à um aniversário na noite anterior. Isso significou uma sobrecarga, pois, além do meu inseparável alforje de equipamento fotográfico, tive que levar uma mochila pequena com acessórios para manutenção da bike e alimentação.
Chegando no posto de Penedo encontro com um dos organizadores dos Amigos da Bike acho que o nome dele é Otto (vão se acostumando pois sou péssimo com nomes), que fazia um pedal mais rápido com uma bike "slick",  e mais Torrão e Alice da ACRAN, sendo que com esses últimos formamos um trio no passeio até a Serrinha.
Logo no início, na primeira subida, senti o "peso" de pedalar com bagagem, mas argumentei para mim mesmo: já que pretendo fazer viagens de bike tenho que me acostumar com pesos adicionais. Assim, para variar, me transformei no "lanterninha" de nosso pequeno grupo. A entrada na estrada de terra foi ótima, ali podíamos perceber a manifestação da natureza bem de perto, pássaros, vegetação e cursos d'água. A chegada na praça da Serrinha foi tranquila onde fizemos um lanche rápido, fotos, conversamos, e decidimos retornar.
A volta foi tranquila, até pudemos conversar em movimento, ambos são muito simpáticos, receptivos e atentos ao movimento do uso da bicicleta. Falamos um pouco sobre algumas ações urgentes e necessárias, junto aos usuários de bike em Resende no que diz respeito a pedalar na contra-mão e sem proteção individual, hábitos perigosos. Questionamos, entre nós, também as autoridades locais, que deveriam se sensibilizar oferecendo melhores condições e mais segurança às pessoas que utilizam bike nos seus deslocamentos.
Foram quase 40 km percorridos entre ida e volta, passeio contemplativo, curto, rápido, sem exigir muito do físico e ao mesmo tempo eficiente, sobretudo no que diz respeito à integração entre o ser humano com a natureza, si mesmo e o próximo.

Onde você vai estar no domingo 02 de Maio de 2010?

Onde você estiver ao meio dia, hora de Brasilia, esteja com uma câmera fotográfica, digital, analógica, celular, etc. O desejo é que você tire uma foto e envie para o Lens ( um blog do NY Times que trata de imagens jornalísticas). A partir das 15 horas, o link em: submit.nytimes.com/moment estará ativado, é através dele que poderá enviar sua foto, de máximo 5 Mb que fará parte de um  mega mosaico que mostrará esse momento em todo o planeta.
Os temas que poderão ser abordados são: Religião, Jogos, Natureza e Meio Ambiente, Família, Trabalho, Artes e Entretenimento, Dinheiro e Economia, Comunidade e Temas Sociais.
Maiores informações no site: http://lens.blogs.nytimes.com/2010/04/08/about-3/